Plano do Forte do Leme, autoria desconhecida,  1789

TINHA CANHÕES, SIM SENHOR!

Esta planta traça o reforço necessário - cinco canhões de calibres 16,12 e 9 - para a linha de artilharia do Forte do Leme, no Rio de Janeiro, em 1789. O armamento adicional só foi instalado em 1823.

Inicialmente denominado de Forte do Vigia, foi construído entre os anos de 1776 e 1779, no alto da Pedra do Leme, para impedir o desembarque de invasores estrangeiros na Praia de Copacabana. No ano da elaboração desta planta (1789), o forte abrigava a Companhia de Dragões das Minas Gerais, tendo o alferes Joaquim da Silva Xavier, Tiradentes, servido neste local.

Embora a história oficial diga que a fortaleza não tinha armas durante o período colonial, o mapa acima traz um inventário da artilharia onde constam dois canhões de calibre 16, outros dois de calibre 12, cinco de 9 e mais duas armas de 2. Parece que a história terá que ser revista. 

A missão do forte era de avisar as outras fortificações sobre a chegada de navios hostis pela praia de Copacabana, colaborando com o sistema defensivo da cidade. Era mais um mirante do que um posto de batalha, por isso ficou conhecido também como Forte da Espia.

Rebatizado em 1935 de Forte Duque de Caxias, conserva o antigo portal de cantaria no mirante da Bandeira e abriga desde 1965 o Centro de Estudos de Pessoal (CEP) do Exército Brasileiro.

Texto original
Plano do Forte do Leme, destinado a defender os dezembarques, que se fizerem nas praias da Copa Cabana: em que se se mostrão os Calibres dos differentes canhoens, que o guarnessem; como tambem dos que lhe faltão proporcionados a os fins para que devem laborar; nos lados em que vão determinados. Hua linha de pontinhos tirada do centro das Canhoeiras com o numero arithmetico no extremo significa o Calibre da Peça que ali deve haver

Celso Serqueira e-mail do autor

   > fechar <

www.serqueira.com.br

© Copyleft 2005 CMS