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Praça Marechal Floriano, Centro do Rio de Janeiro, década de 1930

A PROPINA NA BIBLIOTECA NACIONAL

Dando um descanso aos mapas, temos hoje a imagem da Biblioteca Nacional (ao centro), da Academia de Belas Artes (à direita) e de parte do Theatro Municipal (à esquerda). Dá pra ver ainda um trecho da Avenida Rio Branco e da Praça Floriano (Cinelândia). A foto deve ser de 1938, mais ou menos.

O enorme espaço vazio atrás da biblioteca corresponde ao Morro do Castelo que acabara de ser arrasado. Lá no fundo, com boa vontade e vista descansada, pode-se ver as torres da Igreja de Santa Luzia, à esquerda dela a Santa Casa da Misericórdia e mais ao fundo, à direita, o aterro inicial do Aeroporto Santos Dumont.

A Biblioteca Nacional foi criada para abrigar o acervo que começou com os 60 mil livros trazidos de Portugal a mando da Família Real, em 1810. Inicialmente, a biblioteca ficou no Hospital da Ordem Terceira do Carmo; em 1858, num edifício próprio na Rua do Passeio e, em 1910, foi instalada em seu local definitivo, o belo prédio da Av. Rio Branco.

A biblioteca continuou a ter seu acervo ampliado através de compras, doações e pela "propina" - entrega obrigatória de um exemplar de todo material impresso, prática hoje regulamentada como "Depósito Legal". Mais uma que a gente aprende...

 
Celso Serqueira   e-mail do autor